Revitalização do Hipercentro: o que muda para quem trabalha e mora na região
Projeto prevê novas calçadas, ciclofaixas e requalificação de espaços públicos no centro histórico.
O projeto de revitalização do Hipercentro de Belo Horizonte entrou em fase de execução após dois anos de planejamento e consultas públicas. As obras, que devem durar 18 meses, vão transformar a circulação e a paisagem urbana de uma das regiões mais movimentadas da cidade.
A principal mudança é a criação de uma zona de baixa velocidade nas ruas do entorno da Praça Sete. Veículos terão limite de 20 km/h e o espaço para pedestres será ampliado em 40% com a remoção de vagas de estacionamento.
Comerciantes da região receberam o projeto com reações divididas. Enquanto donos de cafés e restaurantes apostam na valorização do movimento de pedestres, lojistas de maior porte preocupam-se com o acesso de clientes que chegam de carro.
A prefeitura argumenta que experiências similares em outras cidades brasileiras e europeias mostraram aumento no faturamento do comércio local após revitalizações de centros históricos. 'O pedestre que caminha compra mais do que o motorista que passa', disse o secretário de desenvolvimento urbano.
O projeto inclui ainda a instalação de 200 novas árvores, requalificação de 12 praças e a criação de um corredor cultural conectando o Palácio das Artes ao Museu de Arte da Pampulha.